Para que uma construtora alcance eficiência, com menor impacto ambiental, é preciso priorizar a sustentabilidade já na concepção dos projetos de seus empreendimentos. "É o projeto que vai apresentar soluções ambientalmente conscientes para a execução da obra e o posterior funcionamento da edificação, seja na indicação de processos construtivos industrializados e racionais, com menos ou nenhum desperdício e a consequente redução ou eliminação de resíduos e ainda menor necessidade de uso de produtos feitos a partir de matérias-primas naturais, seja na especificação de tecnologias que vão permitir ao futuro usuário da construção economia no consumo de recursos naturais como água e energia elétrica", afirma o gestor executivo de Planejamento da MRV Engenharia, Evandro Carvalho.
A MRV adota em todos os seus empreendimentos o processo construtivo de alvenaria estrutural autoportante, que dispensa a execução de vigas e pilares. "A vantagem é que, se não há a necessidade de executar vigas e pilares, temos menos formas de madeira no canteiro, e ainda menos entulho, porque o projeto é paginado, portanto os blocos chegam à obra já no tamanho em que serão usados", explica Evandro, ao observar que o processo convencional de alvenaria só é usado na execução de pilotis, mas com vigas moldadas em forma de madeira de reflorestamento.
Todos os marcos de portas e engradamentos de telhado dos empreendimentos da empresa também são de madeira de reflorestamento. A construtora ainda usa em parte das obras a areia artificial, feito a partir de resíduos da fabricação de brita, em substituição à areia natural, cuja extração causa grandes impactos ambientais.
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